
Como é ter os pés no vazio,
O que é que te tira do sério?
O que fez a tua consciência
Ser tão surda a tantos gritos?
Um brilho estranho ao olhar,
Quer pro nada, pra ninguém,
Traz à tona o que é capricho:
O ter além do que não se quer;
Quase nada, qualquer alguém,
Em cima de uma corda bamba,
É como gelo posto pra derreter;
Certas coisas que nos perdem
Às vezes são idéias que se calam:
Apareça - que hoje eu vou estar
Um pouco mais quieto e te ouvir;
E por vezes são desejos intactos:
Então espera - não demora
E esse silêncio vai se consumir;