
É talvez por onde andei,
O nobre gesto desavisado:
Da insensatez e embriaguez
À nostalgia a vencer a realidade;
Era o rito e fora passagem,
Tinha um quê de seriedade:
A defender loucura e a razão
De qualquer coisa que nos valha;
Te fiz de palha uma cabana,
Não trouxe sangue na espada:
E era tudo o que eu acreditava
E eu acho até que você percebeu;
Eu fui a dor no teu ventre são,
Também guerra e paz que virão:
O cavaleiro andante que se atrasa;
Sou prisioneiro do teu tempo,
Também é parte deste inexato jogo:
Quem sabe seu lugar em volta do fogo?
E todo coração sabe de coisas,
Mesmo ainda aquelas a que não viu;
Então não quero ser desonesto:
Sou alheio ao que de resto assisto
E até encontro pessoas de verdade;
Eu quebro a parte que me toca:
Metade é o tanto que te empresto
Porque vez quando eu firo o medo;
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