
Ah!...Se eu soubesse
Quanto custa entender:
Que se pode mesmo rir
Tanto quanto se adoecer;
E o tempo se retrairá
Ao nosso melhor plano:
Do que se quer acreditar
Ter paisagem ou fronteira;
E não cegar tua visão
É tirar melhor proveito:
Até aqui e do que fomos
Foi onde deu para chegar;
É o que de nós constará:
É a velha ótica da história
E uma canção desesperada;
Em folhas soltas de caderno
- Que deixei -
Eu construí um barco de papel
E do que lembrei
- O mais fiel aos teus traços -
E se há culpa ou se há tormento
É porque não cremos nisso antes:
Agora lá fora o mesmo sol levanta;
Ainda há um por que de se voltar
E te participo não estarmos prontos:
Disparo e paro ao meio do caminho;